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Ainda
que eu falasse a língua
dos homens
E falasse a língua dos
anjos
Sem amor eu nada seria

É só o amor, é só
amor
Que conhece o que é
verdade
O amor é bom, não quer
o mal
Não sente inveja ou se
envaidece

O amor é fogo que arde
sem se ver
É ferida que dói e
não se sente
É um contentamento
descontente
É dor que desatina sem
doer

Ainda que eu falasse a
língua dos homens
E falasse a língua dos
anjos
Sem amor eu nada seria

É um não querer mais
que bem querer
É solitário andar por
entre a gente
É um não contentar-se
de contente
É cuidar que se ganha
em se perder
É um estar-se preso por
vontade
É servir a quem vence,
o vencedor
É um ter com quem nos
mata lealdade
Tão contrário a si é
o mesmo amor
Estou acordado e todos
dormem
Todos dormem todos
dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face
a face

É só o amor, é só o
amor
Que conhece o que é
verdade

Ainda que eu falasse a
língua dos homens
E falasse a língua dos
anjos
Sem amor, eu nada seria
Letra:
Renato Russo - Adapt.
"I Coríntios
13" e "Soneto
11" de Luís de
Camões Música: Renato
Russo

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